Para entender a cápsula endoscópica, é preciso entender a história da sua invenção.
Na década 1990, um engenheiro militar que aperfeiçova equipamentos antimísseis, estava em pesquisa na Califórnia.
Lá, seu escritório de pesquisa ficava no mesmo andar onde trabalhava um gastroenterologista que também usava um solidéu, acessório tipicamente judaico.
Os dois se identificaram como patrícios e ficaram amigos.
Durante os encontros familiares o gastroenterologista comentou que na endoscopia alta são examinados com detalhes o esôfago, estomâgo e duodeno e na colonoscopia analisam-se com detalhes o intestino grosso.
Porém, o intestino delgado permanece na obscuridão pois os exames radiológicos, tomográficos e por ultrassonográficos são raramente úteis.
A enteroscopia que usa um endoscópio de 2,10m é o exame ideal, porém a sua grande demora em realizá-la, necessitando sedação profunda e demorada tem tido grande objeção pelos médicos.
Destas conversas saiu a idéia da cápsula endoscópica, um dispositivo de 13 x 26 mm composto de máquina fotográfica, bateria de energia e fonte de eletromagnetismo que sendo impulsionada pelos próprios movimentos do tubo digestivo desce colhendo duas fotos por segundo, perfazendo total de 28.000 fotografias em 8 horas de uso.
A sequência destas fotos formam um filme colorido de boa qualidade que é analisado pelo médico endoscopista da Clinigastro, em Criciuma-SC.
O exame com cápsula endoscópica está indicado:
Hemorragia digestiva não esclarecida com endoscopias.
Casos de diarreia não esclarecida.
Dores abdominais não esclarecidas.
Reavaliação de lesões já sabidas do Intestino Delgado como tumores, intuscepções, Doença de Crohn, Doença Celíaca,etc.
O exame usa eletro magnetismo e por isso não deve ser usado durante a gravidez e em pessoas que usem marcapasso cardíaco. Se houver estenose ou estreitamento do intestino a capsula poderia ficar impactada e requerer tratamento cirúrgico, mesmo assim ela já seria útil pois indicaria precisamente o local da obstrução.